sexta-feira, 24 de abril de 2009
Livraria Sobrado
Com um toque de aconchego e no ar a vibração da curiosidade de muitas crianças e adultos a cada palavra, passei o feriado de Tiradentes, contando histórias na Livraria Sobrado
posto aqui algumas fotos para marcar a memória com as imagens de algo que no coração já está estampado :
Um ótimo feriado !!!!
posto aqui algumas fotos para marcar a memória com as imagens de algo que no coração já está estampado :
Um ótimo feriado !!!!
domingo, 19 de abril de 2009
Dia de Índio
Oi gente,
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Hoje é dia de índio, apesar de não ver comemorações e nem mesmo ameças de lembranças sobre o por que hoje é dia de índio, já que me parece que este "dia especial" fica restrito a lembrança das professoras em escolas de educação infantil, pensei que poderíamos aqui falar um pouco sobre coisas de índios.
Ouço alguns se questionarem sobre o por que um dia especial para índios ou negros, será que isso não incita a preconceitos ?
Respondo de minha parte que não acho !
Mas, ha de se levar em conta que banalizado como estão, estes dias também não geram reflexões que culminariam em uma convivência melhor entre todos e necessariamente DIREITOS HUMANOS garantidos.
O fato é que estes - negros, índios - sempre foram menorizados nesta cultura branca, opressora e exploradora, e temos aí exemplo concretos como a dificuldade de reintegração das terras aos índios do centro- norte do país, por exemplo.
Os dias comemorativos, hoje já quase não lembrados, são uma ponte a consciência sobre como queremos viver, com quem e a que preço ?! Porem, despidas de simbolismos, estas datas, serve a reforçar o que já há mais de 500 anos se tem feito às culturas diferentes nas Américas. Culturas estas que com seus símbolos e valores "estranhos" ao hegemônico, que em sua visão opressora à nada servem , apenas servem para atravancar o "progresso", a qualquer custo, a qualquer preço...
Se hoje é dia de índio, é por que devemos nos elevar ao menos neste dia à sua SABEDORIA e APRENDER com eles símbolos e valores diferentes desses de opressão, ganancia, e poder a qualquer custo.
E é na tentativa de nos ajudar a entrar em contato com este mundo mítico indígena e dele extrair sabedoria, que posto aqui o mito de criação do mundo contado pelo povo Munduruku (Mito Tupi) e recontado por Daniel Munduruku no livro : Contos Indígenas Brasileiros da editora Global
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DO MUNDO DO CENTRO DA TERRA AO MUNDO DE CIMA
No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si. Esta era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o Grande Criador, que já havia realizado tantas coisas boas para este povo.
Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas soprando em penas fincadas no chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que habitam todos os rios e igarapés.
Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da terra quando ele decidiu enfeitar a terra com gente que pudesse cuidar da obra que criara.
assim contam os velhos sobre a vinda dos Munduruku ao mundo de cima:
Karú-Sakaibê andava pelo mundo sempre em companhia de seu fiel amigo Rairu, que embora fosse muito poderoso, gostava de brincar e se divertir. Um dia, Rairu fez uma figura de tau juntando folhas, gravetos e cipós. Era uma imitação perfeita. Tão perfeita que o jovem brincalhão resolveu colá-lo com resina feita com cera de mel de abelha para que seu desenho nunca desaparecesse. Para secar a resina Rairu enterrou seu "tatu" embaixo da terra deixando apenas o rabo para fora. Porém, quando ele tentou, depois de algum tempo, retirar sua mão do rabo não conseguiu, pois a resina havia secado e ele ficara grudado no rabo do tatu.
Como Rairu tinha um grande poder, deu vida ao desenho e este, em vez de querer sair do buraco, foi adentrando-se cada vez mais, carregando consigo o pobre rapaz preso ao seu rabo. Por mais que tentasse se soltar não conseguia. O tatu-desenho foi cada vez mais fundo e quando chegou ao centro da terra, Rairu encontrou muita gente que por lá morava. Tinha gente de todo jeito: algumas eram bonitas, outras eram feias; algumas eram boas e outras eram más e preguiçosas.
Rairu ficou tão impressionado com aquilo que decidiu sair rapidamente do buraco para contar a Karú-Sakaibê, que já devia estar preocupado com sua demora. E estava mesmo. Karú irritou-se tanto com seu companheiro que decidiu castigá-lo, batendo nele com um pedaço de pau. Para se defender o jovem contou sua aventura ao centro da terra e como ele havia encontrado gente lá. Estas palavras chamaram a atenção de Karú, que decidiu trazer toda esta gente para o mundo decima.
Rairu ainda perguntou como poderiam fazer isso se eles estavam tão longe. O herói criador nem sequer deu ouvido ao jovem. Começou a fazer uma pelota e enrolá-la na mão. Em seguida jogou a pelota no chão e imediatamente nasceu um pé de algodão. colheu, então, o algodão e com suas fibras fez uma corda que passou na cintura de Rairu e ordenou que fosse ao centro da terra buscar as pessoas que ele vira.
Rairu desceu pelo mesmo buraco do tatu. Quando chegou reuniu todo mundo e falou das maravilhas que havia no mundo de cima e que queria que todos subissem pela corda para conhecer este novo mundo. Os primeiros a subir foram os feios e os preguiçosos, qor que estes imaginavam que iam encontrar alimento com muita facilidade nunca mnais precisariam trabalhar. Depois subiram os bonitos e formosos.No entanto, quando estes últimos já estavam quase alcançando o topo, a corda arrebentou e um grande número de gente bonita caiu no buraco e permaneceu vivendo no fundo da terra.
Como eram muitos, Karú- Sakaibê quis diferenciá-los uns dos outros. Para que uns fossem Munduruku, outros Mura, arara, Mawé, Panamá, Kaiapó e assim por diante. Cada um seria de um povo diferente. Fez isso pintando uns de verde, outros de vermelho, outros de amarelo e outros de preto. No entanto, enquanto Karú pintava um por um, os que eram feios e preguiçosos adormeceram.
Esta atitude das pessoas feias irritou profundamente o herói criador]. Como castigo por sua preguiça, Karú-Sakaibê os transformou em passarinhos, porcos-do0mato, borboletas e em outros bichos que passaram a habitar a floresta.
No entanto, àqueles que não eram preguiçosos ele disse:
- Vocês serão o começo, o princípio de novos tempos e seus filhos e os filhos de seus filhos serão valentes e fortes.
E para presenteá-los por sua lealdade, o grande herói preparou o campo, semeou e mandou chuva para regá-lo. e tão logo a chuva caiu nasceram a mandioca, o minho], o cará, a batata-doce, o algodão, as plantas medicinais e muitas outras que servem, até os dias de hoje, de alimento para esta gente. Ainda os ensinou a construir os fornos para preparar a farinha.
Contam nossos avós que foi assim que Karú-Sakaibê transformou a grande nação Munduruku num povo forte, valente e poderoso...
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Hoje é dia de índio, apesar de não ver comemorações e nem mesmo ameças de lembranças sobre o por que hoje é dia de índio, já que me parece que este "dia especial" fica restrito a lembrança das professoras em escolas de educação infantil, pensei que poderíamos aqui falar um pouco sobre coisas de índios.
Ouço alguns se questionarem sobre o por que um dia especial para índios ou negros, será que isso não incita a preconceitos ?
Respondo de minha parte que não acho !
Mas, ha de se levar em conta que banalizado como estão, estes dias também não geram reflexões que culminariam em uma convivência melhor entre todos e necessariamente DIREITOS HUMANOS garantidos.
O fato é que estes - negros, índios - sempre foram menorizados nesta cultura branca, opressora e exploradora, e temos aí exemplo concretos como a dificuldade de reintegração das terras aos índios do centro- norte do país, por exemplo.
Os dias comemorativos, hoje já quase não lembrados, são uma ponte a consciência sobre como queremos viver, com quem e a que preço ?! Porem, despidas de simbolismos, estas datas, serve a reforçar o que já há mais de 500 anos se tem feito às culturas diferentes nas Américas. Culturas estas que com seus símbolos e valores "estranhos" ao hegemônico, que em sua visão opressora à nada servem , apenas servem para atravancar o "progresso", a qualquer custo, a qualquer preço...
Se hoje é dia de índio, é por que devemos nos elevar ao menos neste dia à sua SABEDORIA e APRENDER com eles símbolos e valores diferentes desses de opressão, ganancia, e poder a qualquer custo.
E é na tentativa de nos ajudar a entrar em contato com este mundo mítico indígena e dele extrair sabedoria, que posto aqui o mito de criação do mundo contado pelo povo Munduruku (Mito Tupi) e recontado por Daniel Munduruku no livro : Contos Indígenas Brasileiros da editora Global
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DO MUNDO DO CENTRO DA TERRA AO MUNDO DE CIMA
No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si. Esta era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o Grande Criador, que já havia realizado tantas coisas boas para este povo.
Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas soprando em penas fincadas no chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que habitam todos os rios e igarapés.
Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da terra quando ele decidiu enfeitar a terra com gente que pudesse cuidar da obra que criara.
assim contam os velhos sobre a vinda dos Munduruku ao mundo de cima:
Karú-Sakaibê andava pelo mundo sempre em companhia de seu fiel amigo Rairu, que embora fosse muito poderoso, gostava de brincar e se divertir. Um dia, Rairu fez uma figura de tau juntando folhas, gravetos e cipós. Era uma imitação perfeita. Tão perfeita que o jovem brincalhão resolveu colá-lo com resina feita com cera de mel de abelha para que seu desenho nunca desaparecesse. Para secar a resina Rairu enterrou seu "tatu" embaixo da terra deixando apenas o rabo para fora. Porém, quando ele tentou, depois de algum tempo, retirar sua mão do rabo não conseguiu, pois a resina havia secado e ele ficara grudado no rabo do tatu.
Como Rairu tinha um grande poder, deu vida ao desenho e este, em vez de querer sair do buraco, foi adentrando-se cada vez mais, carregando consigo o pobre rapaz preso ao seu rabo. Por mais que tentasse se soltar não conseguia. O tatu-desenho foi cada vez mais fundo e quando chegou ao centro da terra, Rairu encontrou muita gente que por lá morava. Tinha gente de todo jeito: algumas eram bonitas, outras eram feias; algumas eram boas e outras eram más e preguiçosas.
Rairu ficou tão impressionado com aquilo que decidiu sair rapidamente do buraco para contar a Karú-Sakaibê, que já devia estar preocupado com sua demora. E estava mesmo. Karú irritou-se tanto com seu companheiro que decidiu castigá-lo, batendo nele com um pedaço de pau. Para se defender o jovem contou sua aventura ao centro da terra e como ele havia encontrado gente lá. Estas palavras chamaram a atenção de Karú, que decidiu trazer toda esta gente para o mundo decima.
Rairu ainda perguntou como poderiam fazer isso se eles estavam tão longe. O herói criador nem sequer deu ouvido ao jovem. Começou a fazer uma pelota e enrolá-la na mão. Em seguida jogou a pelota no chão e imediatamente nasceu um pé de algodão. colheu, então, o algodão e com suas fibras fez uma corda que passou na cintura de Rairu e ordenou que fosse ao centro da terra buscar as pessoas que ele vira.
Rairu desceu pelo mesmo buraco do tatu. Quando chegou reuniu todo mundo e falou das maravilhas que havia no mundo de cima e que queria que todos subissem pela corda para conhecer este novo mundo. Os primeiros a subir foram os feios e os preguiçosos, qor que estes imaginavam que iam encontrar alimento com muita facilidade nunca mnais precisariam trabalhar. Depois subiram os bonitos e formosos.No entanto, quando estes últimos já estavam quase alcançando o topo, a corda arrebentou e um grande número de gente bonita caiu no buraco e permaneceu vivendo no fundo da terra.
Como eram muitos, Karú- Sakaibê quis diferenciá-los uns dos outros. Para que uns fossem Munduruku, outros Mura, arara, Mawé, Panamá, Kaiapó e assim por diante. Cada um seria de um povo diferente. Fez isso pintando uns de verde, outros de vermelho, outros de amarelo e outros de preto. No entanto, enquanto Karú pintava um por um, os que eram feios e preguiçosos adormeceram.
Esta atitude das pessoas feias irritou profundamente o herói criador]. Como castigo por sua preguiça, Karú-Sakaibê os transformou em passarinhos, porcos-do0mato, borboletas e em outros bichos que passaram a habitar a floresta.
No entanto, àqueles que não eram preguiçosos ele disse:
- Vocês serão o começo, o princípio de novos tempos e seus filhos e os filhos de seus filhos serão valentes e fortes.
E para presenteá-los por sua lealdade, o grande herói preparou o campo, semeou e mandou chuva para regá-lo. e tão logo a chuva caiu nasceram a mandioca, o minho], o cará, a batata-doce, o algodão, as plantas medicinais e muitas outras que servem, até os dias de hoje, de alimento para esta gente. Ainda os ensinou a construir os fornos para preparar a farinha.
Contam nossos avós que foi assim que Karú-Sakaibê transformou a grande nação Munduruku num povo forte, valente e poderoso...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Narrações da Semana
Este fim de semana fiz narrações em duas lojas da Livraria da Vila. Sábado na Livraria da Vila da Alameda Lorena e domingo na Livraria da Vila do shopping Cidade Jardim.
As apresentações foram especiais.
No sábado os pequenos ouvidos e olhinhos estavam atentos, e com certeza ficaram surpresos com as versões que contei de A Rapunzel , Cinderela e o Gato de Botas, já que privilegiei a versão da editora Itatiaia - Contos de Fadas, obra completa, Irmãos Grimm. Sabem que após as versões dysney, ficou mais complicado que as famílias não se espantem com as versões mais próximas das realmente colhidas pelos Irmãos Grimm, que tem um detalhamento das situações e é recheado que simbolismos importantíssimos para o desenvolvimento psiquico das crianças em qualquer época.
Interessante fazer esta reflexão mesmo que breve. Noto que as famílias acham que a Cinderela em sua versão mais próxima da original é muito agressiva; mas será que é hoje questionado qual o papel da agressividade quando colocada na brincadeira , no faz de conta , tempo que tem fim, e em que as angústias podem ser elaboradas, pois se sabe que não faz parte do tempo compartilhado?
Acho que esta é uma reflexão oportuna a todos os pais que procuram oferecer aos filhos o espaço lúdico para o bom desenvolvimento, para nós contadores de histórias e profissionais a fins. que histórias estamos contando , por que? pra que?
Lembro que a brincadeira, o faz de conta é que ajuda as crianças a entenderem o mundo.E, que mundo queremos que elas entendam ?
Já no domingo contei a fábula de Ananse e sua astúcia em buscar as histórias com do Deus do Céu e os Músicos de Bremen (também desta obra dos Grimm), e pra fechar com chave de ouro apresentei pela primeira vez em público a Flor, linda boneca articulada que fiz no curso da Cia Ópera na Mala promovido pelo SESC SP.
A experiência com a Flor foi mágica , deu muita vontade de fazer mais e mais bonecos, ohhhh delíccciiiaaa!!!
Vejam o álbum e comentem...
As apresentações foram especiais.
No sábado os pequenos ouvidos e olhinhos estavam atentos, e com certeza ficaram surpresos com as versões que contei de A Rapunzel , Cinderela e o Gato de Botas, já que privilegiei a versão da editora Itatiaia - Contos de Fadas, obra completa, Irmãos Grimm. Sabem que após as versões dysney, ficou mais complicado que as famílias não se espantem com as versões mais próximas das realmente colhidas pelos Irmãos Grimm, que tem um detalhamento das situações e é recheado que simbolismos importantíssimos para o desenvolvimento psiquico das crianças em qualquer época.
Interessante fazer esta reflexão mesmo que breve. Noto que as famílias acham que a Cinderela em sua versão mais próxima da original é muito agressiva; mas será que é hoje questionado qual o papel da agressividade quando colocada na brincadeira , no faz de conta , tempo que tem fim, e em que as angústias podem ser elaboradas, pois se sabe que não faz parte do tempo compartilhado?
Acho que esta é uma reflexão oportuna a todos os pais que procuram oferecer aos filhos o espaço lúdico para o bom desenvolvimento, para nós contadores de histórias e profissionais a fins. que histórias estamos contando , por que? pra que?
Lembro que a brincadeira, o faz de conta é que ajuda as crianças a entenderem o mundo.E, que mundo queremos que elas entendam ?
Já no domingo contei a fábula de Ananse e sua astúcia em buscar as histórias com do Deus do Céu e os Músicos de Bremen (também desta obra dos Grimm), e pra fechar com chave de ouro apresentei pela primeira vez em público a Flor, linda boneca articulada que fiz no curso da Cia Ópera na Mala promovido pelo SESC SP.
A experiência com a Flor foi mágica , deu muita vontade de fazer mais e mais bonecos, ohhhh delíccciiiaaa!!!
Vejam o álbum e comentem...
terça-feira, 17 de março de 2009
| De I Seminário do Programa de Educação de Rua - Projeto Travessia |
Participação no I Seminário do Programa de Educação de Rua , na mesa "Brincadeira tem hora? A transmissão da cultura da brincadeira e a prática dos educadores sociais de rua."
Brincadeira de Rua
Dizem por aí que tem menino que se esqueceu de ser menino.
E ainda que tem menina que não sabe como é ser menina.
Não acredito!
Na verdade nunca acreditei.
Um dia fui falar com a menina,
Perguntei com cara de curiosa:
Ei menina, o que você vai fazer?
Ela respondeu como se fosse fácil:
- Não sei, ué!
Um dia olhei nos olhos do menino,
E vi as bolinhas de gude que ele tava morrendo de vontade de jogar.
Aí confirmou:
A menina não sabia o que ia fazer, mas fazia.
O menino não se esqueceu de ser menino, estava (a)guardando!
Menino gosta de bolinhas de gude,
De corda,
De bola, ahhhh... de bola gosta muitão;
Menina também.
Pra menina tudo é diversão:
Correr solta pelo mundo,
Ver as coisas com a mão,
Pro menino tudo passa num segundo,
E o segundo é do tamanho do seu mundo,
Se problemas eles tem, amortecem pra viver,
Quando se pergunta pro menino:
Por que vc veio pra cá?
E ele lembra que lá, era difícil ser olhado,
Brincar só depois do trabalho,
Que tudo que ele faz é atrapalhado ( ou é o que dizem?!),
que até crescer tem que ser acelerado;
Com o olhar láááá longe ele responde:
Por que sim, oxi !!!
Mas ai vem uma brincadeira
(quem disse que menino e menina perambulam ? meninos e meninas brincam !!!)
E tudo fica pra depois.
Pois é, o menino só quer ser feliz,
E a menina também,
Quer ser igual atriz,
E o menino também,
Mas já sabe que a vida é por um triz,
E que pra ser mesmo feliz tem que cuidar do nariz!
Ahhhh, menino
Se você entendesse meu javanês!!
Se percebesse que não adianta brincar de esconde- esconde com a vida !
Ahhhh, menina
Se você se olhasse no espelho mais uma vez
E percebesse que sua beleza é mais bela, e que não tem vez ...
Vocês compreenderiam que entendo sua saúde, sei por que veio, mas que pra ser feliz é preciso, é preciso, é preciso..!
Mudar de jogo!
Mudar as regras,
Mudar o mundo!!!
E acreditem;
foram vocês que me ensinaram:
São os adultos que precisam mudar!!!
Ajudem-nos!!!
Brincadeira de Rua
Dizem por aí que tem menino que se esqueceu de ser menino.
E ainda que tem menina que não sabe como é ser menina.
Não acredito!
Na verdade nunca acreditei.
Um dia fui falar com a menina,
Perguntei com cara de curiosa:
Ei menina, o que você vai fazer?
Ela respondeu como se fosse fácil:
- Não sei, ué!
Um dia olhei nos olhos do menino,
E vi as bolinhas de gude que ele tava morrendo de vontade de jogar.
Aí confirmou:
A menina não sabia o que ia fazer, mas fazia.
O menino não se esqueceu de ser menino, estava (a)guardando!
Menino gosta de bolinhas de gude,
De corda,
De bola, ahhhh... de bola gosta muitão;
Menina também.
Pra menina tudo é diversão:
Correr solta pelo mundo,
Ver as coisas com a mão,
Pro menino tudo passa num segundo,
E o segundo é do tamanho do seu mundo,
Se problemas eles tem, amortecem pra viver,
Quando se pergunta pro menino:
Por que vc veio pra cá?
E ele lembra que lá, era difícil ser olhado,
Brincar só depois do trabalho,
Que tudo que ele faz é atrapalhado ( ou é o que dizem?!),
que até crescer tem que ser acelerado;
Com o olhar láááá longe ele responde:
Por que sim, oxi !!!
Mas ai vem uma brincadeira
(quem disse que menino e menina perambulam ? meninos e meninas brincam !!!)
E tudo fica pra depois.
Pois é, o menino só quer ser feliz,
E a menina também,
Quer ser igual atriz,
E o menino também,
Mas já sabe que a vida é por um triz,
E que pra ser mesmo feliz tem que cuidar do nariz!
Ahhhh, menino
Se você entendesse meu javanês!!
Se percebesse que não adianta brincar de esconde- esconde com a vida !
Ahhhh, menina
Se você se olhasse no espelho mais uma vez
E percebesse que sua beleza é mais bela, e que não tem vez ...
Vocês compreenderiam que entendo sua saúde, sei por que veio, mas que pra ser feliz é preciso, é preciso, é preciso..!
Mudar de jogo!
Mudar as regras,
Mudar o mundo!!!
E acreditem;
foram vocês que me ensinaram:
São os adultos que precisam mudar!!!
Ajudem-nos!!!
segunda-feira, 16 de março de 2009
Biblioteca Hans Christian Andersen
Olá a Tod@s ,
Queria compartilhar com vocês a felicidade que foi contar histórias - ou devo dizer trocar histórias - com todas as crianças lindas que foram lá na biblioteca Hans Christian Andersen dia 11 de março.
Foram duas sessões lotadas de ouvidos atentos e interessados, que me ajudaram a trazer para o presente lindas histórias de encantamento e aventura.
Quero voltar mais vezes, minha caixa esta cheia de vontade de se abrir de novo por lá e encher o ar de histórias...
Queria compartilhar com vocês a felicidade que foi contar histórias - ou devo dizer trocar histórias - com todas as crianças lindas que foram lá na biblioteca Hans Christian Andersen dia 11 de março.
Foram duas sessões lotadas de ouvidos atentos e interessados, que me ajudaram a trazer para o presente lindas histórias de encantamento e aventura.
Quero voltar mais vezes, minha caixa esta cheia de vontade de se abrir de novo por lá e encher o ar de histórias...
segunda-feira, 9 de março de 2009
Na Livraria da Vila dia 8 de março tive o prazer de compartilhar histórias de mulheres incriveis, que mudaram seus destinos e dos grandes heróis que as acompanhavam.
Com uma riqueza simbólica que a mitologia sempre ofertou a humanidade, Pandora e sua Caixa, Maria uma princesa que tem uma irmã serpente e uma tragetória de cinderela do nordeste brasileiro e a maravilhosa Princesa de Bambuluá que com seus encantos fez um homem comum percorrer a tragetória do herói sem esmorecer nem por segundos, foram as protagonistas da tarde ...
Como a livraria estava cheia de princesas e principes, rainhas e reis, o encantamento foi espalhado pelo lugar num instante..
Espero voltar
E espero vocês quando isso acontecer !
Abraços
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